Os países da opção Oeste

Após estudos de situação política de vários países do Continente Africano, tomei a decisão de alterar o percurso inicialmente pensado como aquele que reunia melhores condições de estradas e estrutura de serviços.

Assim, optei, em definitivo pela Opção Oeste.

E o que isto significa? Como é fácil de antever, uma entrada em Marrocos (1), a que se seguirá a Mauritânia (2).

Aqui começa a diferença para a maioria de outros viajantes que, em viagens de menor duração, querem conhecer o maior número de países da zona do Sahel e da costa atlântica.

Vou optar por, a partir de Nouakchott, seguir em direcção a Leste, até Ayoun el -Atrous. Aqui inflectir para Sul, a caminho da fronteira do Mali (3),  em Nioro.

Segue-se Bamako, a capital. Nesta cidade, que merece uma visita, aproveitar para a obtenção do visto para o Burkina e para a Nigéria.

Continuando, embora o rumo volte a ser para Leste, há uma muito interessante zona a Norte, com localidades e sítios a merecer uma visita.

De qualquer forma, a seguir temos o Burkina-Fasso (4) e depois o Benim (5), já com costa atlântica.

Segue-se a Nigéria (6), evitando Lagos, sua antiga capital, cidade com as piores referências. A rede de estradas permite várias opções.

A fronteira que se segue é com os  Camarões (7), o país onde o verde luxuriante da vegetação começa a dar-nos conta da proximidade da região equatorial.

Nova fronteira, novas formalidades, novo país. O Gabão (8). Talvez aquele que tenha o maior número de parques naturais em África.

Seguem-se os dois Congos (9 e 10), intermediados por Cabinda. A ponte de Matadi, vai permitir a travessia do rio que faz parte da fronteira norte de Angola (11), o país com o visto mais caro de todos os da viagem.

Percorrê-lo de alto abaixo, para sair, pela fronteira Sul, na região do Cunene, e entrar na Namíbia (12).  De novo para Leste, o famoso Caprivi Strip levar-nos-á a uma das 7 maravilhas da natureza (a minha preferida desde os meus 8 anos) as famosas cataratas Vitória.

Estamos na Zâmbia (13), e num rumo Sudoeste Nordeste, acercamo-nos da fronteira final, tendo antes de passar pelo Malawi (14),  pequeno país africano “encaixado” em Moçambique, e partilhando o grande Lago Niassa.

Rui Casimiro